sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Laudo confirma que meninas foram estupradas por integrantes de banda

Os resultados dos exames de corpo de delito confirmam que as duas garotas de 16 anos foram estupradas por integrantes da banda de pagode New Hit, de acordo com informações do delegado Marcelo Cavalcanti, da cidade de Ruy Barbosa, a cerca de 300 km de Salvador.

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O laudo foi concluído na sexta-feira (31) e divulgado apenas nesta segunda (3). O exame foi realizado pelo Departamento de Polícia Técnica de Feira de Santana, a 100 km da capital. "O laudo corrobora com as informações prestadas pelas menores. Não vou dar detalhes porque elas são menores. A perícia das roupas [das garotas] já foi solicitada um dia após a remessa das mesmas para o DPT de Feira de Santana. As investigações continuam. Mais pessoas serão inqueridas acerca do fato, possíveis testemunhas, e estamos aguardando o decorrer das investigações", diz o delegado Marcelo Cavalcanti.

Nove membros do grupo estão presos desde o dia 26 de agosto, quando as vítimas os denunciaram após show em micareta. Além deles, um policial militar, que trabalhava na segurança do grupo, foi transferido para Coordenadoria de Custódia Provisória (CCP) da PM, localizada no Batalhão de Choque, em Lauro de Freitas, região metropolitana de Salvador. Ele foi preso suspeito de ter sido conivente com o crime.

Segundo relato das vítimas, elas foram até o trio da banda para pedir autógrafos e tirar fotos com os artistas. Um produtor do grupo teria orientado as garotas a ir para o ônibus da banda, onde denunciaram ter ocorrido a violência sexual. Segundo a polícia, dois integrantes admitiram que fizeram sexo com as adolescentes, porém com consentimento. Os outros negaram que tiveram relação sexual com as garotas.

Defesa

Nesta segunda-feira (3), a Justiça negou o pedido o relaxamento da prisão ou liberdade provisóriados presos, feito pelo advogado Kléber Machado.

Os integrantes da New Hit foram transferidos da Delegacia de Ruy Barbosa para o presídio de Feira de Santana, segundo informações do delegado da unidade, Marcelo Cavalcanti.

Ameaças

A coordenadora de polícia de Itaberaba, Maria Clécia, informou na quinta-feira (30) que as mães das meninas disseram, em depoimento, que elas têm sido ameaçadas e estão amedrontadas com toda a situação. A 12ª Coordenadoria de Polícia de Itaberaba é responsável pela delegacia de Ruy Barbosa, e foi na unidade de Itaberaba que as mães das meninas prestaram queixa na tarde de quarta-feira.

Em depoimento, elas disseram que as filhas não estão saindo de casa e recebem ameaças por telefone. "Elas estão assustadas e não estão indo às aulas. Na verdade, nem elas e nem seus parentes (primos e irmãos) não estão indo para a escola, porque foram motivo de chacota no início da semana. As mães relataram que as meninas estão sendo ameaçadas por telefone, através do celular da família. A informação é que a ameaça é feita sempre por vozes femininas", informou a delegada Maria Clécia.

A coordenadora da 12ª Coorpin informou que as meninas se conhecem porque estudam na mesma escola, mas moram em ruas diferentes. "As duas mães disseram que existe um carro estranho que está rondando a casa delas. Estamos investigando para saber se essas ameaças possuem algum tipo de relação com o momento em que elas estão vivendo", disse.

Fonte: Retirado do site http://g1.globo.com/bahia/  em 03 de setembro de 2012 às 16h35min.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Marido tenta mata mulher com golpes de facão em distrito de Linhares - ES

Em plena manhã deste domingo (02), a discussão de um casal terminou com a mulher, uma dona de casa de 20 anos, gravemente ferida por golpes de facão desferidos pelo próprio marido. O atentado aconteceu em uma propriedade rural nos arredores do distrito de São Rafael, município de Linhares. O acusado não foi encontrado pelos policiais militares.

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Segundo relato policial, a dona de casa foi atingida por dois golpes de facão na cabeça e outro na mão direita. A vítima foi socorrida por moradores e levada para o Hospital Maternidade Alfredo Pinto Sant'Ana, na cidade de Rio Bananal.

Na residência do casal, os policiais encontraram a arma utilizada para cometer o crime, além de uma garrucha de fabricação caseira. O caso será investigado na Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Linhares.

Fonte: Retirado do site http://gazetaonline.globo.com/index.php  em 03 de setembro de 2012 às 20h12min.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Homem agride namorada, lutadora de Muay Thai, se dá mal e acaba preso

Uma briga entre um casal de namorados, motivada por ciúmes e insatisfações dentro do relacionamento, terminou em pancadaria e prisão, na noite desta quarta-feira (29), no bairro Novo México, em Vila Velha. O eletricista Eduardo Postal Feu, 30 anos, acabou autuado por agressão, depois de brigar com a namorada, a dona de casa Kátia Pires da Silva, 31.

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Eduardo, que há pouco tempo deixou a cadeia onde cumpria pena por tráfico de drogas, foi morar com Kátia há cerca de um mês. Mas os dois, segundo a mulher, tinham um relacionamento há seis anos.

Na noite de quarta-feira, por volta de 19 horas, Kátia ia saindo de casa para fazer aulas de Muay Thai, numa academia. Mas Eduardo não gostou da roupa que ela usava, achando o short muito curto e folgado. Pensando que estava sendo traído, ele decidiu acompanhar Kátia ao local da aula, o que teria desagradado à mulher, segundo Eduardo.

Na volta da aula, os dois pararam numa lanchonete e começaram a discutir. Inicialmente, ambos querendo por fim ao relacionamento. Porém, quando chegaram em casa, Kátia teria mudado de ideia, dizendo que havia “ficado ao lado de Eduardo”, enquanto ele esteve preso e que não aceitaria agora o fim do namoro.

Houve nova discussão. Eduardo estava fervendo água para fazer macarrão e, segundo ele, Kátia tentou usar a água quente e a panela para agredi-lo. Ele agrediu a namorada com socos e chutes. Mas também foi atingido por ela, que conseguiu encaixar alguns golpes da luta que treina, para se defender.

Depois, Kátia se escondeu dentro do banheiro e, pelo telefone celular, acionou a Polícia Militar. Eduardo acabou preso e levado para o Departamento de Polícia Judiciária (DPJ) de Vila Velha, onde foi autuado pelo delegado Róbson Lemos Martins.

O delegado estipulou uma fiança de R$ 4,9 mil. Familiares de Eduardo estavam se mobilizando para levantar o dinheiro e pagar o valor.

Fonte: Retirado do site http://gazetaonline.globo.com/index.php  em 30 de agosto de 2012 às 23h00min.

sábado, 25 de agosto de 2012

Lei das Cotas Raciais ‘é anacrônica’, alerta pesquisador

O projeto de Lei aprovado pelo Senado que estabelece as cotas sócio-raciais seguirá à sanção da presidenta Dilma Rousseff mas, na opinião de um dos autores do Programa de Ações Afirmativas da Universidade de Brasília (UNB), da forma que foi concebida, a nova Lei representará um enorme retrocesso ao dividir a comunidade negra. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do país, reconhecer que “não precisa dividir” porque ser negro no Brasil representa, por si só, uma desvantagem.

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Na opinião é do professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e pesquisador do CNPq, em entrevista à última edição da revista semanal de esquerda Caros Amigos, o projeto aprovado pelo Senado cria as chamadas cotas sócio-raciais, ao reservar 50% das vagas para estudantes oriundos da escola pública; destes 50% devem ser reservadas aos estudantes de famílias com renda per capita de 1,5 salário mínimo; e os outros 50% entre negros e indígenas proporcionalmente à presença de cada um desses segmentos em cada Estado da Federação, de acordo com o Censo do IBGE 2010.

– A Lei é anacrônica. A história vai responsabilizar as lideranças negras que participaram desse retrocesso. Como o senador Paim, que tem assessores parlamentares afinados com esse tema, não lutou para desvincular as cotas sociais? Sarney virou paladino dos negros brasileiros? A elite branca racista brasileira entregou os anéis para não entregar os dedos – ironizou.

Segundo afirmou José Jorge de Carvalho, a principal função da Lei “é conter a parte mais poderosa, a vanguarda do Movimento Negro”.

– Simplesmente, a Lei conteve a parte mais poderosa do Movimento, decapitou a comunidade negra. Os filhos dos empresários da Fiesp estudam na Universidade de S. Paulo (USP), na Universidade de Campinas (Unicamp). Os filhos dos empresários da Firjan, do Rio, também estudam nas melhores universidades públicas. Nossa luta sempre foi para que os filhos do Pelé tivessem os mesmos direitos dos filhos da faxineira e todos pudessem estudar – acrescentou.

José Jorge também critica o fato de o Senado ignorar, durante a tramitação da Lei, a experiência acumulada por 129 universidades que já adotam ações afirmativas por decisão de instâncias internas. Citou o caso das 51 que adotam cotas e lembrou que, destas, 46 instituições têm modelos diferentes.

– Das 51 universidades federais que têm cotas, 46 têm modelos diferente. Cada universidade que aprovou (o sistema de cotas), procurou fazê-lo de forma diferente das anteriores. Foi resultado sempre de uma negociação por parte dos Conselhos. Uma variedade de sistemas. A Lei simplifica o raciocínio.

A massa crítica que gerou a luta pelas ações afirmativas não pode influenciar o Congresso. Todas as audiências foram inúteis, foram inférteis, dissociadas de reflexão. Toda a inteligência gerada pela sociedade foi desprezada, considerada irrelevante – frisa.

De acordo com o professor da UnB, a luta por cotas é uma luta política.

– Para que lutamos durante mais de uma década? Para que existissem cotas para negros, para empoderar a comunidade negra. A luta por cotas raciais é uma luta política. A opção de colocar negros de baixa renda ou negros da escola pública é uma medida de contenção da comunidade negra. Querem dizer que apenas aceitam apoiar, reconhecem direito à proteção pelo Estado da parte mais frágil da comunidade negra – concluiu.

Fonte: Retirado do site http://correiodobrasil.com.br/  em 21 de agosto de 2012 às 17h52min.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Complexo do Alemão ganha rádio comunitária feita por mulheres

O Complexo do Alemão ganhou na sexta-feira a Rádio Mulher – Um ambiente comunitário, projeto que faz parte do Programa “Nas Ondas do Ambiente”, promovido pela Secretaria do Ambiente, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A 98,7 FM fica no Casarão da Cultura, na comunidade, e é coordenada por seis moradoras locais, que fazem a produção, locução e transmissão dos programas. Cada uma das moças recebe uma bolsa de R$ 178 mensais, pagos pelo Governo do Estado do Rio.

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Na sexta-feira, o secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, visitou o local e assistiu os eventos que marcaram o início oficial da atuação da rádio, entre eles uma apresentação infantil de dança. A equipe da rádio aborda temas como a Lei Maria da Penha, assuntos relativos à saúde da mulher, como prevenção de DSTs e de gravidez na adolescência, e assuntos de utilidade pública e serviço para todo o entorno do Complexo do Alemão.

- Vejo com muita alegria essa iniciativa, que mostra que as mulheres detêm o poder de se comunicar bem e de emitir ideias, conceitos e problemas de sua própria comunidade. O Estado ajudou, mas não interferimos nem no conteúdo nem na linguagem dos programas. A cultura é a base de tudo, porque motiva e mobiliza as pessoas, mudando comportamentos – afirmou Minc.

Até o momento, a Rádio Mulher conta com três programas fixos: o “Sabadão Comunitário” (das 10h às 12h), com a divulgação de eventos e ações sociais na comunidade; o “Som da Tarde” (segunda, quarta e sexta, das 14h às 16h), com músicas que vão do forró ao axé; e o informativo “Manhã do Complexo” (de segunda a sexta, das 10h30m ao meio-dia).

- A gente veio para botar um cor-de-rosa no ‘clube do bolinha’ que á a comunicação do Complexo do Alemão. Nossa rádio é um canal que permite às mulheres se expressarem – disse Scheila Santos, presidente da Associação de Mulheres do Complexo do Alemão e coordenadora da rádio.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental da Seam (Superintendência de Educação Ambiental), Lara Moutinho da Costa, as rádios comunitárias são, reconhecidamente, um instrumento de mobilização social.

Fonte: Retirado do site http://correiodobrasil.com.br/  em 13 de agosto de 2012 às 20h00min.

domingo, 19 de agosto de 2012

Mulher denuncia violência, mas Estado não acolhe por falta de rede de atendimento, diz ministra

Dados da pasta indicam que o país tem apenas 377 delegacias especializadas

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A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse hoje que é preciso ampliar a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência, sobretudo no interior do Brasil. Dados da pasta indicam que o país tem apenas 377 delegacias especializadas.

“Se faz necessária e urgente a criação de mais delegacias e a recriação das que já existem. Precisamos reformular a proposta destas delegacias. Quando elas foram criadas, nos anos de 1980, vieram com uma proposta inovadora de uma equipe multiprofissional. Hoje, praticamente temos só as delegadas”, disse.

Ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Menicucci explicou que cada delegacia especializada deveria ter profissionais como assistentes sociais e psicólogos.

Para a ministra, uma rede de atendimento para mulheres vítimas de agressão só pode ser considerada completa na medida em que oferece, além das delegacias, casa-abrigo, pronto-socorro especializado e vara de família.

“Quando não existe esta rede, as mulheres denunciam e o Estado, o Poder Público, não as acolhe. Elas voltam para casa e, ao fazerem isso, estão voltando para uma situação extremamente perigosa e vulnerável”, concluiu.

Fonte: Retirado do site http://gazetaonline.globo.com  em 09 de agosto de 2012 às 14h23min.


sábado, 18 de agosto de 2012

"São violências cruéis", diz ministra sobre violência contra mulher em Vitória

Na semana em que a Lei Maria da Penha completa seis anos de vigência, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou que os índices de violência no Espírito Santo preocupam o órgão, que é ligado à Presidência da República. Em entrevista ao programa de rádio "Bom dia, ministro", Menicucci afirma que a situação registrada em Vitória é preocupante.

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"Vitória e o Espírito Santo preenchem o ranking entre os três estados e as três cidades com maiores números de denúncias ao telefone 180. Por outro lado, Vitória nos preocupa pelo alto índice de violência contra as mulheres. São violências bastante cruéis", declarou a ministra em resposta à Rádio CBN Vitória (93,5 FM).

Eleonora Menicucci afirma que está em vigor o reforço de um pacto com o governo do Estado para efetivação de uma rede de atendimento às vítimas de violência, que conta com Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, casas abrigos, defensorias públicas, serviços de saúde e acesso à informações. As articulações também fazem parte da campanha  “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”.

"Temos que atinger a cultura e a mentalidade da sociedade para mudar o pensamento de que não é crime bater e matar mulheres", declarou a ministra.

Ao tomar conhecimento do caso da mulher que foi assassinada pelo ex-marido dentro de um ônibus do Transcol no último domingo (05), na Serra, e que a medida protetiva contra o atirador havia sido suspensa a pedido da vítima após ameaças, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres comentou que, de maneira geral, a maioria das delegacias não acreditam nas denúncias.

"Não acreditam no que elas [vítimas] dizem. Dias depois elas acabam mortas. Temos que botar em práticas as medidas protetivas, tirando mesmo essas mulheres de onde elas vivem, seja até com filhos, levando para casas abrigo. A rede deve ser reforçada", frisou.

Eleonora Menicucci explicou ainda que hoje só se pode retirar a denúncia contra um agressor na presença de um juiz, na Vara Familiar. "Estamos contando com o poder judiciário para ampliar isso", disse.

Fonte: Retirado do site http://gazetaonline.globo.com  em 09 de agosto de 2012 às 23h43min.