sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Direto do túnel do tempo

Há gestos que marcam época, um deles é o do atleta americano Tommy Smith nas Olimpíadas do México em 1968. O gesto levou o atleta americano ao banimento do esporte e há anos de ostracismo. Veja a reportagem na integra:


Fonte: vídeo retirado do site http://www.youtube.com/ em 05 de agosto de 2011 às 11h30min.

Racismo, uma doença grave – por Alcides de Oliveira

Palavra que traduz um dos mais hediondos sentimentos que o ser humano pode sentir em relação a outro ser humano e em ralação a sua própria existência. Racismo é um vírus que é contraído através da prepotência, através da soberba, do ódio, do orgulho, da mediocridade, da intolerância e principalmente da falta de amor pelo próximo.

É através desses sentimentos vis que o ser vil não tolera as diferenças, como cor, raça, religião, gênero, não aceita a máxima que todos os seres humanos são iguais perante Deus, perante a natureza e perante a si mesmo, portanto o racismo deveria ser tratado como uma doença grave, com uma política de saúde pública, por se tratar de um desvio das funções que regulam a consciência do ser humano de se saber que existe, que vive dentro de uma sociedade, que ser racista não é uma regra mas é uma amaldiçoada exceção, que não existe raciocínio lógico quando se trata de não aceitar o outro apenas pela cor da sua pele, ou porque esta tem necessidades especiais, ou porque não é da religião deste, ou porque é homossexual, esta não aceitação não tem lógica, não tem consonância com os sentimentos elementares do ser humano, não há lógica nenhuma nem que se procure no lugar mais escondido do cérebro de um ser humano, no emaranhado de neurônios do seu ser, mesmo assim não se encontrará nenhum impulso elétrico que impulsione esse ser humano a ser um racista, desde a sua concepção, desde o seu nascimento.

Nenhum ser humano nasce racista, ele se torna racista ao se deixar infectar pelo vírus da não aceitação do outro com suas “diferenças”, ao tornar a sua existência em uma existência feita de ódio pela raça humana, prevalecendo em sua moralidade degradante somente o que um ser humano lhe apraz, ou seja, que não seja negro, nem homossexual, que tenha a sua religião, que muitas vezes seja da sua própria região de nascimento e por fim que este seja também racista.

Devemos lutar contra isso, a humanidade deve lutar contra isso sempre, porque somos todos sabedores dos males que o racismo é capaz de trazer para uma pequena sociedade, ou para a humanidade como um todo, como Hitler com o holocausto contra os judeus, os ciganos, os homossexuais, os negros etc… A humanidade não aceita mais isso, nós brasileiros, não devemos aceitar de maneira nenhuma qualquer forma de preconceito, devemos combater, devemos denunciar, devemos aplicar a lei e acima de tudo devemos ensinar aos nossos filhos desde pequeninos que todos os seres humanos são iguais, que todos devem se respeitar e se amar, andando na sua existência lado a lado, buscando sempre a felicidade juntos.

Parafraseando Martin Luther King: eu tenho um sonho, que algum dia em nosso planeta não haverá mais necessidade de se discutir, de se escrever sobre os problemas dos negros, dos índios, dos homossexuais, dos ditos “diferentes”, porque nesse dia todos os seres humanos terão a consciência de que o que vale muito mais é o amor entre todos, em qualquer rincão desse nosso planeta onde ali se encontrar um ser chamado humano.

Texto de Alcides de Oliveira

Fonte: retirado do site http://www.lucianacapiberibe.com/ em 04 de agosto de 2011 às 20h00min.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

05 anos da Lei Maria da Penha

No próximo dia 07 de agosto a Lei 11.340 de 2006, a chamada Lei Maria da Penha completará 05 (cinco) anos, dessa forma, vários eventos comemorativos ocorrerão pelo Brasil em comemoração ao aniversário do texto legal que busca coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher.

No dia 05/08/2011 acontecerá, por exemplo, no Rio de Janeiro um evento comemorativo que contará com oficinas, debates e encerramento com show da cantora Beth Carvalho.

Data: 05/08/2011
Horário: 13h às 20h
Local: Fundição Progresso
Rua dos Arcos, 24 - Lapa - Rio de Janeiro/RJ


Fonte: retirado do site http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php em 04 de agosto de 2011 às 23h00min.

Homens capixabas vão debater fim da violência contra mulheres

Manifesto de fundação do Fórum aponta que é preciso substituir o machismo por uma cultura de afirmação de uma masculinidade não violenta.


O seminário de lançamento do Fórum de Homens Capixabas pelo Fim da Violência contra as Mulheres acontece nesta sexta-feira (05) a partir das 14 horas no auditório da Emescam, em Vitória. O Fórum tem como princípio a articulação e mobilização de esforços dos homens capixabas para a discussão necessária sobre o enfrentamento da violência contra a mulher. Durante o lançamento do Fórum as estatísticas de violência que mostram a vulnerabilidade social da mulher serão debatidas.

De acordo com o secretário municipal de Cidadania e Direitos Humanos, João José Barbosa Sana, "é importante que iniciativas de desconstrução da violência contra a mulher partam dos homens, principais perpetradores dessa desigualdade de gênero, sempre na perspectiva de romper com os estereótipos que legitimam essa dominação".

O manifesto de fundação do Fórum de Homens Capixabas pelo Fim da Violência Contra as Mulheres aponta que é preciso "substituir o machismo e sua ideologia dominante marcada pelo preconceito, por uma cultura de afirmação de uma masculinidade não violenta e que não precisa temer pela busca de relações solidárias, baseadas na complementaridade de pensamentos, sentimentos e ações com as mulheres". (com informações da PMV).

Fonte: retirado do site http://gazetaonline.globo.com/index.php em 04 de agosto de 2011 às 19h00min.

Onde você guarda o seu racismo?


Pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo mostrou que grande parte dos brasileiros - 87% - admite que há discriminação racial no país, mas apenas 4% da população se considera racista.

Há racismo sem racistas?

A campanha Onde você guarda o seu racismo? Tem o objetivo de provocar uma reflexão individual e, principalmente, conscientizar a população de que a luta contra o preconceito racial é responsabilidade de todos.


Onde você guarda o seu racismo?
Não guarde, jogue fora!




Fonte: Retirado do site http://www.dialogoscontraoracismo.org.br/ em 04 de agosto de 2011 às 18h00min.
 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Lei Maria da Penha chega aos homens indígenas

A violência contra as mulheres nas aldeias aumenta a cada dia. O alerta é de Léia Bezerra do Vale, que está à frente da Coordenação de Gênero e Assuntos Geracionais da Funai (Fundação Nacional do Índio), do Ministério da Justiça. Fazer com que os homens indígenas reconheçam a violência doméstica e envolvê-los na discussão sobre a Lei Maria da Penha é um dos desafios atuais dos movimentos indígenas e dos órgãos governamentais. A pedido das mulheres indígenas, a Funai está realizando oficinas de esclarecimento sobre a Lei Maria da Penha com índios dos diferentes povos em todo o país.
Para Léia Bezerra, a Lei Maria da Penha precisa ser conhecida pelos índios, apesar de não contemplar as especificidades dos povos indígenas. “As mulheres indígenas não participaram do processo de elaboração da Lei e por isso não foi adaptada à realidade das aldeias.” Em entrevista exclusiva para a Agência Patrícia Galvão, a historiadora e indígena do povo wapichana fala sobre a violência doméstica nas aldeias e os principais obstáculos para combater a violação dos direitos das mulheres.

Os homens indígenas são violentos com suas mulheres?
A violência vem crescendo desde que os hábitos do mundo externo começaram a ser introduzidos nas aldeias, como o alcoolismo e uso de drogas. A falta de terra, de programas eficazes que tragam benefícios para os jovens, de políticas públicas em geral também fazem com que a violência aumente. Outro problema relatado pelas mulheres indígenas é que muitos homens, ao saírem para trabalhar na cidade, não são valorizados como eram antes internamente na sua comunidade. Voltam frustrados e o primeiro alvo é a família, a mulher, os filhos.

A Funai está trabalhando a violência doméstica especificamente com os homens?
A Coordenação de Gênero e Assuntos Geracionais da Funai fará treze seminários regionais com homens indígenas até o final de 2012. Já realizamos três – em Cuiabá, Manaus e Maceió – nos quais participaram, em cada um, cerca de 40 lideranças masculinas de diferentes povos e comunidades.

Como eles estão reagindo à Lei Maria da Penha?
Eles são resistentes num primeiro momento e muitos não querem participar dos seminários. Mas se interessam quando se dão conta de que a proposta é construirmos juntos mecanismos para lidar com a violência contra as mulheres. No final do encontro, todos se comprometem a levar o assunto para as escolas e assembleias, mas precisam de suporte para esse debate.

Como surgiu a ideia dos seminários para os homens?
Tanto homens como mulheres não reconheciam a violência; por exemplo, jogavam a culpa no alcoolismo. Muitos não viam como atos de violência o que debatemos nos seminários - tanto homens como mulheres. A Lei Maria da Penha dá nome aos tipos de violência e isso é muito positivo. Muitas mulheres ouvem sobre violência psicológica pela primeira vez, começam a identificar e se dão conta de que sofrem esse tipo de violência. E decidiram que não só elas deveriam conhecer os seus direitos, mas seus companheiros também. Os seminários com homens foram, portanto, demanda das lideranças femininas que participaram dos treze Seminários Regionais sobre a Lei Maria da Penha de 2008 a 2010.

A Lei Maria da Penha contempla as necessidades das mulheres indígenas?
As mulheres indígenas não participaram da elaboração dessa Lei e, portanto, não há um olhar específico para a cultura, para as etnias. Há leis internas – os diferentes povos têm distintas formas de resolver seus problemas – que devem ser respeitadas. Buscar mecanismos externos, que não foram criados por eles, é complicado. Mas não podemos deixar de informar que existem. As leis internas devem ser valorizadas, mas para resolver problemas que foram introduzidos nas aldeias, como o álcool, precisamos da ajuda externa. Há povos que, quando um homem comete violência doméstica, retiram o agressor da aldeia para que passe um tempo prestando serviço para outra comunidade.

Quais os principais problemas no combate à violência doméstica cometida por índios?
A falta de conhecimento da Lei Maria da Penha e a falta de capacitação dos profissionais, como delegados. Muitas mulheres indígenas relatam que, ao procurarem uma delegacia, ouvem que índio é problema da polícia federal ou são mandadas para a Funai. É necessário também que sejam contempladas as necessidades específicas dos povos indígenas. Mas não queremos mudar a Lei; elaboramos um documento com propostas de defesa dos direitos das mulheres para ser incluído no Estatuto dos Povos Indígenas, que está em tramitação no Congresso Nacional.

A discussão da violência doméstica é recente nos movimentos indígenas?
Em 2006 foi criada a primeira ação dentro do governo. A Funai elaborou uma linha de trabalho específica e com recursos próprios para atender as demandas das mulheres indígenas - Ação de Promoção das Atividades Tradicionais das Mulheres Indígenas. Foram feitas três oficinas com 410 lideranças de 159 povos. Em atendimento às demandas dessas mulheres, foi criada uma coordenação dentro da Funai, a Coordenação das Mulheres Indígenas, em janeiro de 2007. Em 2008, conseguimos um plano interno e um orçamento próprio de 800 mil reais e o nome mudou para Coordenação de Gênero e Assuntos Geracionais.

Fonte: Retirado do site http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/index.php em 30 de agosto de 2011 às 22h00min.

1º Encontro de Mulheres do Território Juparanã - Ibiraçu - ES

Aconteceu no dia 28 de Julho de 2011 no Mosteiro Zen Vargem do Morro, Ibiraçu, o 1º Encontro de Mulheres do Território Juparanã. O 1º Encontro faz parte de uma estratégia de desenvolvimento rural sustentável nos sete municípios que compõem o Território Juparanã (Aracruz, Ibiraçu, Fundão, João Neiva, Linhares, Rio Bananal e Sooretama).


Surge da definição de um dos eixos estratégicos prioritários definidos, de forma descentralizada e participativa dos atores sociais, no Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável que é a Organização Social, na dimensão de gênero e geração, que engloba as questões e especificidades da Terceira Idade, Mulheres e Juventude Rural.

O objetivo foi estimular as mulheres à reflexão da conjuntura histórica onde estão inseridas, visando o fortalecimento da inserção das mulheres nos espaços de organização local e a participação efetiva do Território Juparanã, provocar as mulheres para a auto-reflexão sobre a sua história e a conjuntura contemporânea e ao debate sobre as relações sociais de gênero no espaço rural, bem como à identificação suas forças e fraquezas em seus ambientes internos e ameaças e as oportunidades públicas, organizações sociais, pela iniciativa privada e pelo mercado em geral.  

Acontecerá em Aracruz no mês de agosto a 1º Conferencia Municipal sobre a Mulher. Mais notícias em breve. Fique ligado!

Fonte: CREAS- Centro de Referência Especializado da Assistência Social de Aracruz.