sábado, 25 de agosto de 2012

Lei das Cotas Raciais ‘é anacrônica’, alerta pesquisador

O projeto de Lei aprovado pelo Senado que estabelece as cotas sócio-raciais seguirá à sanção da presidenta Dilma Rousseff mas, na opinião de um dos autores do Programa de Ações Afirmativas da Universidade de Brasília (UNB), da forma que foi concebida, a nova Lei representará um enorme retrocesso ao dividir a comunidade negra. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), a mais alta Corte do país, reconhecer que “não precisa dividir” porque ser negro no Brasil representa, por si só, uma desvantagem.

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Na opinião é do professor José Jorge de Carvalho, do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília e pesquisador do CNPq, em entrevista à última edição da revista semanal de esquerda Caros Amigos, o projeto aprovado pelo Senado cria as chamadas cotas sócio-raciais, ao reservar 50% das vagas para estudantes oriundos da escola pública; destes 50% devem ser reservadas aos estudantes de famílias com renda per capita de 1,5 salário mínimo; e os outros 50% entre negros e indígenas proporcionalmente à presença de cada um desses segmentos em cada Estado da Federação, de acordo com o Censo do IBGE 2010.

– A Lei é anacrônica. A história vai responsabilizar as lideranças negras que participaram desse retrocesso. Como o senador Paim, que tem assessores parlamentares afinados com esse tema, não lutou para desvincular as cotas sociais? Sarney virou paladino dos negros brasileiros? A elite branca racista brasileira entregou os anéis para não entregar os dedos – ironizou.

Segundo afirmou José Jorge de Carvalho, a principal função da Lei “é conter a parte mais poderosa, a vanguarda do Movimento Negro”.

– Simplesmente, a Lei conteve a parte mais poderosa do Movimento, decapitou a comunidade negra. Os filhos dos empresários da Fiesp estudam na Universidade de S. Paulo (USP), na Universidade de Campinas (Unicamp). Os filhos dos empresários da Firjan, do Rio, também estudam nas melhores universidades públicas. Nossa luta sempre foi para que os filhos do Pelé tivessem os mesmos direitos dos filhos da faxineira e todos pudessem estudar – acrescentou.

José Jorge também critica o fato de o Senado ignorar, durante a tramitação da Lei, a experiência acumulada por 129 universidades que já adotam ações afirmativas por decisão de instâncias internas. Citou o caso das 51 que adotam cotas e lembrou que, destas, 46 instituições têm modelos diferentes.

– Das 51 universidades federais que têm cotas, 46 têm modelos diferente. Cada universidade que aprovou (o sistema de cotas), procurou fazê-lo de forma diferente das anteriores. Foi resultado sempre de uma negociação por parte dos Conselhos. Uma variedade de sistemas. A Lei simplifica o raciocínio.

A massa crítica que gerou a luta pelas ações afirmativas não pode influenciar o Congresso. Todas as audiências foram inúteis, foram inférteis, dissociadas de reflexão. Toda a inteligência gerada pela sociedade foi desprezada, considerada irrelevante – frisa.

De acordo com o professor da UnB, a luta por cotas é uma luta política.

– Para que lutamos durante mais de uma década? Para que existissem cotas para negros, para empoderar a comunidade negra. A luta por cotas raciais é uma luta política. A opção de colocar negros de baixa renda ou negros da escola pública é uma medida de contenção da comunidade negra. Querem dizer que apenas aceitam apoiar, reconhecem direito à proteção pelo Estado da parte mais frágil da comunidade negra – concluiu.

Fonte: Retirado do site http://correiodobrasil.com.br/  em 21 de agosto de 2012 às 17h52min.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Complexo do Alemão ganha rádio comunitária feita por mulheres

O Complexo do Alemão ganhou na sexta-feira a Rádio Mulher – Um ambiente comunitário, projeto que faz parte do Programa “Nas Ondas do Ambiente”, promovido pela Secretaria do Ambiente, em parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A 98,7 FM fica no Casarão da Cultura, na comunidade, e é coordenada por seis moradoras locais, que fazem a produção, locução e transmissão dos programas. Cada uma das moças recebe uma bolsa de R$ 178 mensais, pagos pelo Governo do Estado do Rio.

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Na sexta-feira, o secretário de Meio Ambiente, Carlos Minc, visitou o local e assistiu os eventos que marcaram o início oficial da atuação da rádio, entre eles uma apresentação infantil de dança. A equipe da rádio aborda temas como a Lei Maria da Penha, assuntos relativos à saúde da mulher, como prevenção de DSTs e de gravidez na adolescência, e assuntos de utilidade pública e serviço para todo o entorno do Complexo do Alemão.

- Vejo com muita alegria essa iniciativa, que mostra que as mulheres detêm o poder de se comunicar bem e de emitir ideias, conceitos e problemas de sua própria comunidade. O Estado ajudou, mas não interferimos nem no conteúdo nem na linguagem dos programas. A cultura é a base de tudo, porque motiva e mobiliza as pessoas, mudando comportamentos – afirmou Minc.

Até o momento, a Rádio Mulher conta com três programas fixos: o “Sabadão Comunitário” (das 10h às 12h), com a divulgação de eventos e ações sociais na comunidade; o “Som da Tarde” (segunda, quarta e sexta, das 14h às 16h), com músicas que vão do forró ao axé; e o informativo “Manhã do Complexo” (de segunda a sexta, das 10h30m ao meio-dia).

- A gente veio para botar um cor-de-rosa no ‘clube do bolinha’ que á a comunicação do Complexo do Alemão. Nossa rádio é um canal que permite às mulheres se expressarem – disse Scheila Santos, presidente da Associação de Mulheres do Complexo do Alemão e coordenadora da rádio.

Segundo a superintendente de Educação Ambiental da Seam (Superintendência de Educação Ambiental), Lara Moutinho da Costa, as rádios comunitárias são, reconhecidamente, um instrumento de mobilização social.

Fonte: Retirado do site http://correiodobrasil.com.br/  em 13 de agosto de 2012 às 20h00min.

domingo, 19 de agosto de 2012

Mulher denuncia violência, mas Estado não acolhe por falta de rede de atendimento, diz ministra

Dados da pasta indicam que o país tem apenas 377 delegacias especializadas

                       www.pc.es.gov.br
A ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse hoje que é preciso ampliar a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência, sobretudo no interior do Brasil. Dados da pasta indicam que o país tem apenas 377 delegacias especializadas.

“Se faz necessária e urgente a criação de mais delegacias e a recriação das que já existem. Precisamos reformular a proposta destas delegacias. Quando elas foram criadas, nos anos de 1980, vieram com uma proposta inovadora de uma equipe multiprofissional. Hoje, praticamente temos só as delegadas”, disse.

Ao participar do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Menicucci explicou que cada delegacia especializada deveria ter profissionais como assistentes sociais e psicólogos.

Para a ministra, uma rede de atendimento para mulheres vítimas de agressão só pode ser considerada completa na medida em que oferece, além das delegacias, casa-abrigo, pronto-socorro especializado e vara de família.

“Quando não existe esta rede, as mulheres denunciam e o Estado, o Poder Público, não as acolhe. Elas voltam para casa e, ao fazerem isso, estão voltando para uma situação extremamente perigosa e vulnerável”, concluiu.

Fonte: Retirado do site http://gazetaonline.globo.com  em 09 de agosto de 2012 às 14h23min.


sábado, 18 de agosto de 2012

"São violências cruéis", diz ministra sobre violência contra mulher em Vitória

Na semana em que a Lei Maria da Penha completa seis anos de vigência, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, afirmou que os índices de violência no Espírito Santo preocupam o órgão, que é ligado à Presidência da República. Em entrevista ao programa de rádio "Bom dia, ministro", Menicucci afirma que a situação registrada em Vitória é preocupante.

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"Vitória e o Espírito Santo preenchem o ranking entre os três estados e as três cidades com maiores números de denúncias ao telefone 180. Por outro lado, Vitória nos preocupa pelo alto índice de violência contra as mulheres. São violências bastante cruéis", declarou a ministra em resposta à Rádio CBN Vitória (93,5 FM).

Eleonora Menicucci afirma que está em vigor o reforço de um pacto com o governo do Estado para efetivação de uma rede de atendimento às vítimas de violência, que conta com Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher, casas abrigos, defensorias públicas, serviços de saúde e acesso à informações. As articulações também fazem parte da campanha  “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”.

"Temos que atinger a cultura e a mentalidade da sociedade para mudar o pensamento de que não é crime bater e matar mulheres", declarou a ministra.

Ao tomar conhecimento do caso da mulher que foi assassinada pelo ex-marido dentro de um ônibus do Transcol no último domingo (05), na Serra, e que a medida protetiva contra o atirador havia sido suspensa a pedido da vítima após ameaças, a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres comentou que, de maneira geral, a maioria das delegacias não acreditam nas denúncias.

"Não acreditam no que elas [vítimas] dizem. Dias depois elas acabam mortas. Temos que botar em práticas as medidas protetivas, tirando mesmo essas mulheres de onde elas vivem, seja até com filhos, levando para casas abrigo. A rede deve ser reforçada", frisou.

Eleonora Menicucci explicou ainda que hoje só se pode retirar a denúncia contra um agressor na presença de um juiz, na Vara Familiar. "Estamos contando com o poder judiciário para ampliar isso", disse.

Fonte: Retirado do site http://gazetaonline.globo.com  em 09 de agosto de 2012 às 23h43min.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

70% das denúncias de agressão à mulher são contra o companheiro

Balanço é da Presidência; Lei Maria da Penha completa seis anos. No período, foram feitos 2,7 milhões de atendimentos pelo Ligue 180.

Levantamento feito pela Secretaria de Políticas Para as Mulheres, da Presidência da República, mostra que em 70% das denúncias feitas ao Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher, o companheiro é identificado como o agressor do ato de violência.

O balanço das ligações foi divulgado nesta terça-feira (7), dia em que a Lei Maria da Penha completa seis anos de vigência.

g1.globo.com/brasil

De acordo com a secretaria, se somados os demais tipos de relacionamento afetivo (como ex-marido, namorado e ex-namorado), o índice sobe para 89%. Os 11% restantes se referem à violência cometida por familiares, vizinhos, amigos e até desconhecidos.

Foram registrados durante os últimos seis anos 2,7 milhões de atendimentos. O risco de morte foi detectado em 52% das ligações e ameaças de espancamento, em 45%.

Além da violência física, há outros tipos registrados pela central. A violência psicológica foi percebida em 27% dos atendimentos; a moral, em 12%; a sexual, em 2%, e a patrimonial, em 1%. Houve ainda 211 casos no primeiro semestre de 2012 de cárcere privado, com média de 1,15 por dia.

De acordo com a secretaria, a violência é diária em 60% dos relatos. O levantamento mostra que, nos primeiros seis meses deste ano, o agressor e a vítima tinham dez ou mais anos de relacionamento em 42% dos casos relatados; entre cinco e dez anos de relação em 19%; e entre um e dois anos em 10% dos casos.

A Lei Maria da Penha protege as mulheres contra a violência doméstica. Sancionada em 2006, ela aumentou o rigor nas punições ao impedir, por exemplo, a aplicação de penas alternativas, além de possibilitar a prisão em flagrante dos agressores. Desde o início deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ainda que o Ministério Público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica contra a mulher mesmo que ela não apresente queixa contra quem a agrediu.

Pelo país

Somente nos primeiros seis meses deste ano, o Ligue 180 fez mais de 388 mil atendimentos. Neste período, Distrito Federal, Pará, Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul tiveram proporcionalmente os maiores índices de procura, segundo o levantamento.

No Distrito Federal, a procura pela central de atendimento foi feita por 625 mulheres a cada 100 mil; no Pará, por 515; na Bahia, por 512; no Espírito Santo, 490 e no Mato Grosso do Sul, 473.

Entre as capitais dos estados, encabeçam o ranking de maior número de atendimentos registrados Campo Grande (65,6 mulheres em cada 100 mil), Brasília (62,5), Vitória (51,7), Salvador (44,1) e São Luis (42,4).

Para a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, o número de casos de violência relatados no Ligue 180 é “alarmante”. Ela pondera, contudo, que “as mulheres acreditam no serviço que está sendo prestado a elas”.

“O número ainda é muito alarmante. No entanto, quero reforçar que a Lei Maria da Penha possibilitou uma visibilidade maior dos crimes, que até seis anos atrás eles não eram tão visíveis, apareciam só nas páginas policias e agora estão bastante divulgados. Então há os dois lados”, diz a ministra.

O Ligue 180 foi criado em 2005 pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e presta informações e orientações às mulheres sobre o que fazer caso sofram algum tipo de violência. A central funciona 24 horas, todos os dias da semana. Durante o atendimento, é preservado o anonimato.

Campanha

Nesta terça, o governo federal lança também a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A Lei é mais forte”, cujo objetivo é acelerar os julgamentos dos casos e mobilizar a sociedade por meio de uma campanha veiculada na TV, em portais de notícias na internet e em redes sociais.

Fonte: Retirado do site http://g1.globo.com/brasil/  em 08 de agosto de 2012 às 21h45min.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Agressores deverão pagar despesas de vítimas de violência doméstica

A Lei Maria da Penha completa seis anos e o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) passará a cobrar dos agressores o ressarcimento de despesas com benefícios pagos às vítimas de violência doméstica. Chamada de ação regressiva, a mudança pretende diminuir os casos de agressão atingindo o bolso de quem comete esse crime.

mundodastribos.com

Até então o INSS apresentava esse tipo de ação à Justiça em acidentes de trabalho e de trânsito. A partir desta terça-feira a regra vai incluir os gastos com aposentadorias de mulheres por invalidez, pensão por morte e auxílio-doença quando for comprovado que foram vítimas de agressão.

Caberá ao INSS analisar cada um dos casos que chegarão por meio de delegacias da Polícia Civil, Ministério Público ou depoimento das próprias mulheres. O valor do reembolso que o agressor terá que pagar à previdência dependerá da quantia e do tempo do benefício concedido à vítima ou sua família.

Fonte: Retirado do site http://g1.globo.com/ma/maranhao/  em 08 de agosto de 2012 às 20h00min.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dez mulheres pedem proteção contra agressores por dia no ES

Nos primeiros cinco meses de 2012, foram registrados 1591 pedidos. De acordo com o Tribunal de Justiça, são 300 novos casos por mês.

Nos primeiros cinco meses de 2012, foram registrados 1591 pedidos de medidas protetivas para mulheres, no Espírito Santo. De acordo com o Tribunal de Justiça do estado, são aproximadamente 300 novos casos por mês, que corresponde a uma média de mais de 10 pedidos de proteção por dia. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) anunciou nesta terça-feira (7) que as delegacias especializadas em violência contra mulher vão funcionar 24 horas a partir de setembro.

negacaologica.com
De acordo com o subsecretário da Sesp, Guilherme Pacífico, o Espírito Santo é o estado em que mais mulheres são mortas, devido a violência doméstica e também ao envolvimento com as drogas. Por esta razão, 270 policiais civis estão sendo preparados para trabalhar na área. Em 2011, no município da Serra, na Grande Vitória, 1.054 mulheres pediram proteção a Justiça. Já em 2012, Vila Velha, na mesma região, lidera esse ranking com são 594 medidas protetivas até o mês de agosto.

Para a juíza coordenadora das varas de violência doméstica do estado, Hermínia Azoury, a Lei Maria da Penha, criada no dia 7 de agosto de 2006, não está sendo aplicada da forma correta. Outro ponto destacado é a cultura da violência dentro de casa que influência na educação da criança. “Falta estrutura nas delegacias especializadas. A vítima registra a ocorrência e vai embora. Não tem um assistente social e nenhum psicólogo para atender a mulher. Precisamos trabalhar contra a cultura da violência. As crianças podem ser os agressores do futuro por que presenciam o companheiro agredir a mãe e acham que tudo é natural”, disse.

Violência recente

No último domingo (5), a manicure Rosiane Borges Carvalho foi assassinada a tiros pelo ex-marido dentro de um ônibus, no meio da confusão, uma outra jovem de de 19 anos, também foi baleada e morreu. O suspeito tentou se matar logo depois, mas foi socorrido e levado para um hospital da Grande Vitória.

De acordo com a família da manicure, Rosiane Borges já tinha denunciado o ex-companheiro.

“Ele batia muito nela. Uma vez ele deu um monte de chute e todo mundo ajudou a socorrê-la, sempre que ela fugia, ele dizia que mataria a família toda, e depois ela voltava para ele com medo. A última vez ele foi preso e a sua mãe pagou uma fiança de mil reais. Ele veio na sexta-feira (3) para matar a gente armado e com a mochila usada no dia do crime. Gostaria de saber quem determina quanto custa uma vida. Porque você mata uma pessoa, paga R$ 500, R$ 600 até R$ 1 mil e está livre para matar de novo”, desabafou a irmã, Italva Moreira.

Fonte: Retirado do site http://g1.globo.com/  em 08 de agosto de 2012 às 19h45min.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Mulheres da Serra dão abraço coletivo contra violência, no ES

Flores, representando a delicadeza da mulher, foram distribuídas no evento. Mulheres confeccionaram colcha de retalhos para ilustrar união feminina.

Um grupo de mulheres do município da Serra, na região Metropolitana do Espírito Santo, se reuniu na tarde desta terça-feira (7), na Praça da Luz, em Laranjeiras, para uma manifestação simbólica contra as agressões às mulheres, com um abraço coletivo. Segundo a secretaria de Políticas Públicas para a Mulher (Seppom), cerca de 50 pessoas se reuniram no local, a maioria do sexo feminino, mas também crianças e homens. O evento faz parte da semana em que se comemora os seis anos da lei Maria da Penha.

g1.globo.com

A manifestação é uma iniciativa da Casa da Mulher, incentivada pela Seppom. Cartazes e faixas de conscientização foram pendurados em toda a praça. Flores, representado a delicadeza da mulher, também foram confeccionadas à mão e distribuídas.

O ponto alto do evento é a preparação de uma colcha de retalhos, com desempenho coletivo das manifestantes. "Através da confeccção dessa colcha, queremos mostrar a força das mulheres quando estão unidas. Elas querem mostrar também que não são contra os homens, mas a favor dos amorosos", explicou a secretária de Políticas Públicas para a Mulher, Nazareth Pimentel.

Ação contra a violência feminina

De acordo com dados da Seppom, as mulheres que vivem situações de violência estão buscando cada vez mais por seus direitos, como no caso do Núcleo de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência (Pró-Vida), onde a procura cresceu. Apenas no mês de julho, o atendimento de vítimas que procuraram ajuda pela primeira vez representou 59% da demanda.

No Pró-Vida, a vítima ainda encontra acolhimento, orientação e atendimento psicossocial, além de encaminhamento jurídico, com o objetivo de prevenir futuros atos de agressão.

Fonte: Retirado do site http://g1.globo.com/  em 08 de agosto de 2012 às 15h36min.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Lançada campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha”

A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), participou nesta terça-feira (7) do lançamento da campanha “Compromisso e Atitude – A Lei é mais forte”, que busca fortalecer a Lei Maria da Penha e elaborar estratégias para o enfrentamento à violência contra a mulher. A ação ocorreu durante o Encontro Nacional de Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres, organizado pela Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República.

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Maria do Rosário informou que a maioria das denúncias recebidas pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100) este ano dão conta de violações dos direitos de mulheres e meninas. “Quero dizer a vocês que o governo da presidenta Dilma Rousseff tem o firme propósito de acabar com a violência contra as mulheres até 2014, da mesma maneira que trabalha para erradicar a miséria”, afirmou para as cerca de 400 pessoas que participam do encontro.

Durante o Encontro Nacional, que marca o sexto aniversário da Lei Maria da Penha e segue até quarta-feira (8), serão discutidas questões voltadas ao atendimento às mulheres, o papel das Delegacias Especializadas frente a novos cenários de enfrentamento à violência contra a mulher, além do impacto do uso das drogas e a exploração sexual das mulheres.

Também estiveram presentes na abertura do evento a farmacêutica Maria da Penha Maia Fernandes, a ministra Eleonora Menicucci, Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República; a ministra Luiza Bairros, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; a ministra da Cultura, Ana de Hollanda; e o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria geral da Presidência da República.

Fonte: Retirado do site http://www.direitoshumanos.gov.br/clientes/sedh/sedh  em 08 de agosto de 2012 às 09h23min.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Em defesa do cabelo de Gabby Douglas

Gabby Douglas está representando o seu país com muito orgulho nas Olimpíadas. Ela é equilibrada quando sob pressão, executando exercícios que desafiam a gravidade com habilidade, em frente de um público internacional. Ela tem apenas 16 anos e é a segunda negra da história da ginástica americana a estar na equipe. Mas, em vez de enaltecer seus feitos, muitas pessoas estão criticando a ginasta por... não ter arrumado o cabelo.

No Twitter, as pessoas se manifestaram, como @stephiebabe93: "Eu sei que cada mulher negra olhou para o cabelo de Gabby Douglas e perguntou 'Por que? Por que?'"

br.esportes.yahoo.com

Sério? Douglas é uma atleta incrível. Quando você está realizando uma prova em uma trave com 10cm de largura, a 1,25m do chão, a última coisa que está preocupado é com o seu cabelo.

Alguns críticos insistem que Douglas precisa representar a comunidade Afro-Americana corretamente, e o modo como ela arruma o cabelo é parte disso. Ainda assim, muitos dos comentários negativos sobre seu cabelo estão partindo de negros americanos.

Outro twitter sobre o cabelo de Douglas, de @MessyMeli: "Então, na real, ninguém quis ir para Londres para cortar e arrumar o cabelo de Gabby Douglas?"

"Eu achei triste de ter visto várias mulheres negras postando comentários críticos sobre o cabelo de Gabby, em vez de ver comentários elogiosos sobre seu desempenho ou sobre ela ser uma negra no time da ginástica americana desde Dominique Dawes", escreveu Monisha Randolph no site SportyAfros.com.

Muitas americanas negras preferem não fazer exercício para preservar o penteado, lembra Randolph. "Pelo que sei e confirmei a última vez que fiz, quando você pratica um esporte, você sua. E quando uma mulher negra que escolheu um penteado mais liso começa a suar, seu cabelo vai, necessariamente, começar a voltar ao modo natural, encaracolado, pixaim", escreveu. "Algumas de nós são diabéticas ou obesas, têm pressão alta e falta de energia. Ah, mas o cabelo que importa."

O cabelo sempre teve um significado especial dentro da comunidade negra americana. O comediante Chris Rock, vencedor do Emmy, foi tão afetado pela obsessão de sua filha com o cabelo de uma de suas amigas que fez um documentário sobre o assunto, "Good Hair", em que ele tenta entender melhor o motivo pelo qual o cabelo é uma questão tão importante para mulheres negras.

"Há sempre uma certa pressão dentro da comunidade negra, algo como se você tem um bom cabelo, você é mais bonita ou melhor do que a negra magrela que usa penteado afro, dread ou natural", disse a atriz Nia Long, em entrevista para o documentário.

"Eles falam sobre o cabelo dos homens, mas é uma questão das mulheres. Porque os caras nem ligam para o cabelo das mulheres", observa Rock. Seu pensamento corrobora com a linha dos tweets sobre o cabelo de Douglas. A maioria dos comentários críticos parte de mulheres. (Felizmente, alguns comentários que apoiam a ginasta são de mulheres negras.)

Em vez de se preocupar sobre se o seu cabelo é perfeito, Douglas se concentrou em fazer história e conquistar a medalha de ouro, na quinta-feira. Ela está representando todos os americanos, não um único grupo, e conseguiu mais aos 16 anos de idade do que a maioria de nós em uma vida inteira. Não deveríamos estar celebrando sua conquista em vez de criticá-la?

Fonte: Retirado do site http://br.esportes.yahoo.com/  em 03 de agosto de 2012 às 21h12min.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Em mensagem, Dilma lembra 6 anos da Lei Maria da Penha

Governo lançou nesta terça campanha contra violência doméstica. Dados de central de atendimentos mostram que marido é principal agressor.

A presidente Dilma Rousseff divulgou uma mensagem nesta terça-feira (7) - data em que a Lei Maria da Penha completa 6 anos - na qual afirma que o aniversário da lei serve para “reafirmar o compromisso do Brasil com o combate de todas as formas de violência contra a mulher e com o fortalecimento dos instrumentos e ações que visam ao fim da impunidade dos agressores”.

Também nesta terça, o governo lançou a campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”, cujo objetivo é acelerar os julgamentos dos casos de violência contra a mulher e conscientizar a sociedade da importância da lei, por meio de uma campanha veiculada na TV, em portais de notícias na internet e em redes sociais.

jornalpontoinicial.com.br

O lançamento ocorreu em Brasília, com presença de vários ministros. Dilma, que não esteve presente, escreveu na mensagem que a campanha lançada pelo governo de mobilização contra a violência doméstica é um “movimento firme” dos sistemas jurídicos e policiais.

A Lei Maria da Penha, sancionada em 2006, cria mecanismo para proteger as mulheres contra a violência doméstica. Aumentou o rigor nas punições ao impedir, por exemplo, a aplicação de penas alternativas, além de possibilitar a prisão em flagrante dos agressores.

Desde o início de 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ainda que o Ministério Público pode denunciar o agressor nos casos de violência doméstica contra a mulher mesmo que ela não apresente queixa contra quem a agrediu.

Ligue 180

A Secretaria de Políticas para as Mulheres aproveitou a data para divulgar um levantamento de denúncias recebidas pelo Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. Os dados mostraram que em 70% dos relatos, o companheiro é identificado como o agressor do ato de violência.

De acordo com a secretaria, se somados os demais tipos de relacionamento afetivo (como ex-marido, namorado e ex-namorado), o índice sobe para 89%. Os 11% restantes se referem à violência cometida por familiares, vizinhos, amigos e até desconhecidos.

Foram registrados durante os últimos seis anos 2,7 milhões de atendimentos. O risco de morte foi detectado em 52% das ligações e ameaças de espancamento, em 45%.

Leia a íntegra da mensagem presidencial:

“Mensagem da Presidenta Dilma Rousseff por ocasião dos seis anos da Lei Maria da Penha

Hoje a Lei Maria da Penha completa seis anos. É uma data para se reafirmar o compromisso do Brasil com o combate de todas as formas de violência contra a mulher e com o fortalecimento dos instrumentos e ações que visam ao fim da impunidade dos agressores.
A Lei Maria da Penha, ao tipificar criminalmente a violência doméstica, tornou-se um marco legal em uma luta histórica das mulheres e consolidou um caminho que precisa ser aprofundado, especialmente na responsabilização dos agressores.

A campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”, que lançamos hoje, é um movimento firme para a mobilização da sociedade e dos sistemas jurídicos e policiais, rumo a esse objetivo.

A Lei Maria da Penha foi um importante passo em direção a um país mais justo, mais livre e igualitário, onde todas as brasileiras e todos os brasileiros possam conviver em paz e harmonia.

Fonte: Retirado do site www.g1.globo.com  em 07 de agosto de 2012 às 21h00min.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Camisinha Prudence faz apologia ao estupro

por Lira Alli, do Levante Popular da Juventude

catolicas.org.br

A propaganda da empresa Prudence, que vende preservativos, é inadmissível.

A peça é machista e trata o estupro de forma corriqueira, como uma “brincadeirinha a dois”.

Estupro não é sexo. E uma marca de preservativos não deveria ligar sua imagem ao desrespeito às mulheres.

Não é só homem que compra camisinha ou gosta de sexo, Prudence!

Por isso já denunciei o caso ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). Se você concorda, denuncie também.

Clique em “reclamações” na parte de cima do site e preencha o formulário.

Pode escrever o que quiser, nossa sugestão: “a propaganda faz apologia clara ao estupro e reforça estereótipos machistas”.

Denuncie também na Safernet e na Polícia Federal (PF).

Espalhem nas redes sociais a arte abaixo, que denuncia a postura da empresa.

catolicas.org.br

Fonte: Retirado do site http://www.catolicas.org.br/  em 30 de julho de 2012 às 10h00min.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Violência Contra as Mulheres nos Filmes

Uma mulher casada ou solteira é submetida a maus tratos pelo marido ou amante. Esta ideia já serviu de roteiro para vários filmes e a postagem aqui seria longa se analisássemos cada um deles. Alguns destes filmes foram dirigidos por homens, outros por mulheres, mas o importante é que o tema tem sido bastante filmado ao longo dos séculos. O que isso significa?

No dia 08 de março, o mundo se volta às questões da violência contra a mulher, não que em outros dias esta situação não seja acompanhada com intervenção de entidades e de pessoas, mas neste dia formou-se uma rede de ações que dão visibilidade a um problema sério no tecido social. Um problema que adoece a sociedade, transformando os homens em criminosos e as mulheres em cadáver.

A sociedade tem sido a mortalha para muitas mulheres.

Os filmes que tratam da violência contra a mulher são em geral ambientados no espaço domiciliar, com maridos violentos que buscam a todo custo submeter às mulheres a maus tratos físicos e psicológicos. Eis alguns:

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Tina, de Bran Gibbson, 1992: narra a história da cantora Tina Turner que sofria na vida real violência de seu marido Yve Turner. No cinema, a atriz Angela Basset personificou a cantora.

Dormindo com o Inimigo, Joseph Rubem, 1990: narra a história de uma mulher recém-casada que é submetia a cárcere privado e violência doméstica. O filme foi estrelado por Julia Roberts.

Nunca Mais, Michael Apted, 2001: O filme conta a história de uma garçonete (Jennifer Lopez) que se casa com um homem rico e sofre extrema violência física durante o casamento.

Terra Fria, Niki Caro, 2005: uma mulher vai trabalhar em uma carvoaria e sofre todo tipo de violência, desde a física à psicológica.

Enquanto Ela está Fora, de Susan Monford, : uma mulher casada com um filho sofre violência do marido. Durante uma das agressões, ela sai para comprar papel de presente e no estacionamento do shopping é acuada por quatro homens que resolve persegui-la.

Thelma & Louise, Ridley Scott, 1991: Apesar de ser dirigido por Scott, o filme foi escrito por Callie Khouri, uma das poucas cineastas feministas norte-americanas que consegue comercializar seus filmes. Thelma (Geena Davis) e Louise (Susan Sarandon) são amigas e resolvem sair no final de semana para se divertirem. Thelma é casada com um homem machista e Louise tem uma relação com um homem, biotipo latino, assim como o de Thelma, que também é violento. Durante a viagem de lazer, após paparem em um bar, Thelma é quase estuprada por um homem que é morto por Louise.

Terras Perdidas, Jocylin Moorhouse, 1997: narra a história de três irmãs que são sexualmente aliciadas pelo pai, provocando grandes traumas nas duas. Além disso, o filme mostra ainda como as mulheres são sacrificadas pela ignorância, pois uma delas desenvolve câncer de mama e a outra esterilidade em razão de substâncias tóxicas encontrada na água.

Esposas de Stepford, de Brian Forbes, 1975: narra a história de uma mulher casada, com dois filhos, que trabalha fora, mas é persuadida a morar em um subúrbio onde as mulheres vivem exatamente como os homens desejam, mas para isso elas precisam morrer.

Flor do Deserto, de Sherry Hormann, 2009: o tema principal é a mutilação. Uma mulher africana é mutilada, mas na fase adulta consegue ir para Londres onde começa a trabalhar como garçonete. Neste lugar, um homem a convida ser modelo.

Encantadora de Baleias, Niki Caro, 2002: uma menina é rejeitada pelos patriarcas maori por ser mulher, muito embora tenha todo o perfil de líder espiritual, mais do que os meninos.

Meninas, Sandra Werneck, 2006: a violência social funde-se com a de gênero. Em forma de documentário, várias histórias de adolescentes se cruzam, mostrando a violência que sofrem no dia-a-dia pelo fato de serem mulheres. Um dos temas é a gravidez na adolescência.

O Poder do Amor, Lasse Halsström, 1995: com roteiro da feminista Callie Khouri, o filme mostra a opressão de um pai e marido sobre as filhas e esposa.

O Piano, Jane Campion, 1993: o filme narra a história de uma mulher, mãe solteira, muda, que é enviada para a Nova Zelândia a fim de se casar com um homem que sequer conhece. Lá sofre violência por parte do marido e do amante.

Razão e Sensibilidade, Ang Lee, 1995: No século XIX, duas irmãs vivem os dissabores por serem pobres, sem dote, considerando que este era uma condição sine qua non para o casamento. É a violência de uma sociedade contra as mulheres.

Sonhos Roubados, Sandra Werneck, 2009: três amigas adolescentes que moram na periferia são abusadas por amantes e padrastos. Gravidez, estupro, aliciamento, são temas deste filme.

Tomates Verdes & Fritos, Jon Avinet, 1991: narra a história de duas amigas que abrem um restaurante, sendo que uma delas é casada e sofre violência doméstica.

A lista é enorme, mas fico por aqui. Podemos perceber neste pequeno corpus o quanto os anos 90 foram profícuos para o tema da violência contra a mulher.

Fonte: Retirado do site http://mulherecinema.blogspot.com.br/  em 06 de agosto de 2012 às 10h35min.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Brasileiras que moram na França e nos EUA terão disque-denúncia de violência doméstica


A ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, anunciou nesta quarta-feira (27) a ampliação do serviço de denúncia de violência doméstica para mulheres que moram fora do Brasil.

Em conversa com Marie Claire, a socióloga disse que o Ligue 180 internacional, que funciona em Portugal, Itália e Espanha desde janeiro, será levado também à França e aos Estados Unidos. O Líbano, de onde também há pedidos, deve ser incluído depois.

sincomerciarios.blogspot.com.br
A linha é uma extensão da brasileira, que atua desde 2006 no Brasil e já recebeu mais de 2 milhões de denúncias de agressão. Ela funciona 24 horas por dia e tem atendimento gratuito e em português. Para falar com a equipe do serviço, as brasileiras que moram em Portugal, Itália e Espanha devem discar o número 180 seguido de 3. “Nestes cinco primeiros meses do serviço, atendemos a 70 mulheres que moram fora do país”, disse Eleonora. O serviço ajuda mulheres que sofrem maus tratos, são obrigadas a se prostituir ou trabalham em condições precárias. A ministra afirmou que França e Estados Unidos estão sendo priorizados por causa da demanda que apresentam. “As brasileiras procuram ajuda nas embaixadas e consulados nesses países”. Ainda não há, no entanto, previsão de quando o serviço comece a funcionar nos dois países.

Em 20 minutos de conversa, Eleonora respondeu a perguntas enviadas pelas leitoras de Marie Claire e comentou a atuação das mulheres na conferência climática Rio+20. Ela voltou a se posicionar sobre o corte da expressão “direitos reprodutivos” do texto final do encontro, defendendo a solução de consenso. “Não acho que a retirada impacta tanto porque eles (os direitos das mulheres) estão mantidos no parágrafo 16, que referenda os acordos da ONU de Cairo e Pequim (que estabelecem o direito das mulheres sobre sua vida reprodutiva)”, afirmou. Cada governo deve, segundo a ministra, programar suas próprias políticas para avançar na questão.

Fonte: Retirado do site http://www.observatoriodegenero.gov.br/  em 03 de agosto de 2012 às 09h00min.