quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Dez mulheres pedem proteção contra agressores por dia no ES

Nos primeiros cinco meses de 2012, foram registrados 1591 pedidos. De acordo com o Tribunal de Justiça, são 300 novos casos por mês.

Nos primeiros cinco meses de 2012, foram registrados 1591 pedidos de medidas protetivas para mulheres, no Espírito Santo. De acordo com o Tribunal de Justiça do estado, são aproximadamente 300 novos casos por mês, que corresponde a uma média de mais de 10 pedidos de proteção por dia. A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) anunciou nesta terça-feira (7) que as delegacias especializadas em violência contra mulher vão funcionar 24 horas a partir de setembro.

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De acordo com o subsecretário da Sesp, Guilherme Pacífico, o Espírito Santo é o estado em que mais mulheres são mortas, devido a violência doméstica e também ao envolvimento com as drogas. Por esta razão, 270 policiais civis estão sendo preparados para trabalhar na área. Em 2011, no município da Serra, na Grande Vitória, 1.054 mulheres pediram proteção a Justiça. Já em 2012, Vila Velha, na mesma região, lidera esse ranking com são 594 medidas protetivas até o mês de agosto.

Para a juíza coordenadora das varas de violência doméstica do estado, Hermínia Azoury, a Lei Maria da Penha, criada no dia 7 de agosto de 2006, não está sendo aplicada da forma correta. Outro ponto destacado é a cultura da violência dentro de casa que influência na educação da criança. “Falta estrutura nas delegacias especializadas. A vítima registra a ocorrência e vai embora. Não tem um assistente social e nenhum psicólogo para atender a mulher. Precisamos trabalhar contra a cultura da violência. As crianças podem ser os agressores do futuro por que presenciam o companheiro agredir a mãe e acham que tudo é natural”, disse.

Violência recente

No último domingo (5), a manicure Rosiane Borges Carvalho foi assassinada a tiros pelo ex-marido dentro de um ônibus, no meio da confusão, uma outra jovem de de 19 anos, também foi baleada e morreu. O suspeito tentou se matar logo depois, mas foi socorrido e levado para um hospital da Grande Vitória.

De acordo com a família da manicure, Rosiane Borges já tinha denunciado o ex-companheiro.

“Ele batia muito nela. Uma vez ele deu um monte de chute e todo mundo ajudou a socorrê-la, sempre que ela fugia, ele dizia que mataria a família toda, e depois ela voltava para ele com medo. A última vez ele foi preso e a sua mãe pagou uma fiança de mil reais. Ele veio na sexta-feira (3) para matar a gente armado e com a mochila usada no dia do crime. Gostaria de saber quem determina quanto custa uma vida. Porque você mata uma pessoa, paga R$ 500, R$ 600 até R$ 1 mil e está livre para matar de novo”, desabafou a irmã, Italva Moreira.

Fonte: Retirado do site http://g1.globo.com/  em 08 de agosto de 2012 às 19h45min.

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